Mostrando postagens com marcador Justiça Militar investiga 20 oficiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Justiça Militar investiga 20 oficiais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Justiça Militar investiga 20 oficiais por suspeita de desvio de R$ 7 milhões da PM de São Paulo

Vinte oficiais da Polícia Militar de São Paulo estão sendo investigados pela Justiça Militar por suspeita de envolvimento num esquema de desvio de mais de R$ 7 milhões da corporação. Um tenente-coronel aposentado está preso.
Foi no lago das carpas, nos jardins do Comando Geral da PM, na Luz, Centro da capital, que começou o esquema milionário de desvio de dinheiro. O que aconteceu durante seis anos está na primeira denúncia do Ministério Público sobre o caso.
A acusação foi aceita pelo Tribunal de Justiça Militar e acusa um tenente-coronel e um capitão da PM do desvio de R$ 7.164.973,57.
A investigação da Corregedoria da PM descobriu que, em 2006, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, então chefe do departamento de suporte administrativo do Comando Geral, conheceu o dono de uma empresa que cuidava do lago.
Segundo a investigação, para poder prestar o serviço, o sócio da Construworld Comércio de Material para Construção Limitada, teve que pagar mensalidade para o coronel. Começou com R$ 1,5 mil mensais, subiu para R$ 2,5 mil e chegou a R$ 3,5 mil por mês.
O empresário teve dificuldades financeiras e deixou de pagar a propina. Segundo a apuração da Corregedoria, o coronel Adriano propôs comprar a empresa sem oficializar o negócio. O antigo dono continuou assinando os contratos e os cheques.
A Corregedoria levantou documentos que comprovam que a Construworld venceu 207 concorrências para prestar serviços para a PM. A empresa foi contratada para demolir estruturas, retirar entulho, reformar a cozinha, construir uma nova caixa d´água, recuperar janelas, trocar piso, fornecer tinta e pintar paredes.
O promotor Adalberto Denser de Sá Junior escreveu na denúncia: "Tudo era fraude para o desvio de dinheiro. Isto porque não ocorria a prestação de serviços e o uso de materiais. Tudo era fachada, simulação para desviar dinheiro da administração militar".
Em cada obra que a Construworld venceu a concorrência, a Corregedoria levantou a suspeita da participação de outros oficiais da PM. A Justiça Militar autorizou a abertura de mais 19 investigações. O coronel José Afonso Adriano Filho é o único oficial detido no presídio Romão Gomes.
Em agosto, a Justiça Militar determinou o cancelamento da patente e a aposentadoria que o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho recebia. A defesa do tenente-coronel disse que o processo está em andamento e que não vai se manifestar. O SP2 não conseguiu contato com a empresa Construworld Comércio de Material. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que todas as denúncias são rigorosamente apuradas.

LEIA MAIS