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m homem foi condenado a 42 anos de prisão pela morte e estupro de uma menina de nove anos em julgamento realizado nesta quinta-feira (28) em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu em janeiro de 2015 na cidade gaúcha, e o acusado está preso desde então.
A pena de Marco Antonio da Rosa, 27 anos, é por homicídio qualificado, estupro, vilipêndio a cadáver, por ter abusado do corpo mesmo depois que a criança estava morta, e ocultação de cadáver. Ojúri foi realizado na 1ª Vara Crime da Justiça de Erechim, presidido pelo juiz Marco Luis Agostini.Marco Antonio já havia sido condenado, no ano passado, a oito anos de prisão, por abuso
sexual de menor, em um caso ocorrido em 2010.
Em 2015, ele violentou e matou Patrícia Sosin de Oliveira, de 9 anos, em um matagal próximo ao local onde ambos moravam, no interior do município gaúcho.
'Não pode ficar em liberdade', diz delegado do caso
Gustavo Ceccon foi o delegado responsável pela investigação do caso que chocou a cidade de 100 mil habitantes, em janeiro de 2015. Para ele, Marco Antônio representa um risco para a sociedade, e sua condenação é inevitável. "Ele demonstrou uma predisposição para atacar crianças", disse o delegado, baseado nas conversas que teve com o réu.
A família da menina era vizinha de Marco Antonio. Segundo o delegado, as investigações apontaram que ela estava caminhando pela rua quando foi abordada pelo homem, que a levou à força para uma mata, onde a violentou e a assassinou, com uma facada no pescoço. Exames ainda apontaram que ele molestou Patrícia já morta. Após, enterrou o corpo.
Marco Antonio dificultou a localização do corpo de Patrícia. De acordo com o Ceccon, ele desenterrou o corpo de Patrícia por duas vezes, para mudá-lo de lugar. No fim, os próprios vizinhos encontraram a criança, jogada em uma plantação.
A investigação resultou em um indiciamento por quatro crimes: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que dificulta a defesa da vítima e com emprego de meio cruel), estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver.
"A prisão dele foi complicada, pois havia o risco dos vizinhos quererem fazer justiça com as próprias mãos", recorda o delegado. Após ficar foragido durante alguns dias, com a intermediação da família,
Marco Antonio se entregou. Ele foi preso inicialmente em Erechim, e depois transferido para o presídio de Getúlio Vargas.
Após a prisão, Marco Antonio confessou o crime apenas parcialmente, confirmando que havia matado a menina, mas sem cometer abuso. Questionado sobre a motivação do assassinato, o réu disse ao delegado que havia "ouvido vozes".
O assassinato de Patrícia causou grande revolta na cidade de Erechim. "Na época, foi feito um esforço muito grande para esclarecer o crime. Fatos como esse não vão ficar impunes, até para desestimular quem possa vir a cometê-los".
