domingo, 22 de outubro de 2017

Corpos de estudantes mortos a tiros em escola são enterrados em Goiânia

Centenas de familiares e amigos se despediram de João Pedro e João Vitor, ambos de 13 anos. Além deles, quatro alunos ficaram feridos. Atirador é um colega de sala de 14 anos que foi apreendido.

Mãe e pai (à direita) de João Vitor choram ao enterrar o corpo do filho (Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera)

Mãe e pai (à direita) de João Vitor choram ao enterrar o corpo do filho (Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera)

Sob forte comoção e com a presença de centenas de amigos e familiares, os corpos dos estudantes João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, mortos por um colega na escola, foram enterrados neste sábado (21) em cemitérios de Goiânia. Ambos tinham 13 anos. Além deles, quatro colegas ficaram feridos no Colégio Goyases.

O primeiro a ser enterrado foi João Pedro. O sepultamento ocorreu às 10h45 no cemitério Parque Memorial. Durante a cerimônia, a família fez orações e, por volta 9h, celebrou um culto em homenagem ao adolescente.

João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes morrem após tiros em escola de Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes morrem após tiros em escola de Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Centenas de pessoas prestaram as últimas homenagens a João Pedro Calembo  (Foto: Murillo Velasco/ G1)

Centenas de pessoas prestaram as últimas homenagens a João Pedro Calembo (Foto: Murillo Velasco/ G1)


urante o velório de João Pedro, o pai dele, o publicitário Luciano Marcatti Calembo disse que perdoa, e espera que a sociedade também perdoe o adolescente que tirou a vida do filho dele e do colega de sala, João Vitor. O publicitário Luciano Marcatti Calembo pediu que todos os pais "cuidem de seus filhos".

"Meu filho era uma criança muito doce, muito especial. Nossa família é cristã e ele sempre foi educado e pautado no respeito ao próximo. Os preceitos familiares estão perdidos na nossa sociedade, a gente tem que reforçar esses valores, e meu filho tinha tudo muito claro. Tudo isso poderia ser evitado".

"Falo como pai do João Pedro, de uma criança que perdeu a vida. Eu espero que toda a sociedade e os pais dele e os outros pais o perdoem. Temos que perdoá-lo", disse, emocionado.

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