domingo, 22 de outubro de 2017

‘Pensei que fosse só um sequestro’, diz suspeita após morte de grávida em parto forçado no AM

Um homem também foi preso suspeito do crime. Vítima foi dopada e levada para uma área de floresta onde foi morta.

Alex da Silva Carvalho e Joelma Queila Santana da Silva  (Foto: Ariane Alcântara/G1 AM)

Alex da Silva Carvalho e Joelma Queila Santana da Silva (Foto: Ariane Alcântara/G1 AM)

O casal suspeito de matar uma grávida de 20 anos para ficar com o bebê no município de São Sebastião do Uatumã, a 247 Km de Manaus, foi preso e transferido para a capital do Amazonas na sexta-feira (20). O crime ocorreu na última semana. O recém-nascido foi entregue para uma tia. Alex da Silva Carvalho, de 18 anos, e Joelma Queila Santana da Silva, de 22, disseram que estão arrependidos. “Pensei que fosse só um sequestro”, afirmou a mulher.

Os suspeitos foram apresentados em coletiva de imprensa neste sábado (21), no 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. Joelma disse à imprensa que procurou Alex Carvalho para conseguir uma criança após perder um filho.

“Falei com o Alex que eu dava R$ 4 mil pra ele se conseguisse um bebê pra mim. Aí, foi quando a gente foi pra São Sebastião do Uatumã, mas eu não pensei que seria desse jeito. Eu pensei que fosse só um sequestro, pegar o bebê e deixar a mãe viva”, disse a Joelma.

A suspeita explicou ainda a dinâmica do crime. “Quando chegamos lá [São Sebastião do Uatumã], o Alex alugou a moto e levou a menina pra passear. Eu fiquei na casa do meu avô. Às 11h da noite, o Alex voltou pra me pegar, disse que a mulher estava lá. Quando eu cheguei no local, a mulher estava caída, escutei ela falar que estava doendo a cabeça, foi aí que o Alex enforcou ela (sic). Eu peguei a faca, mas não fui eu que abri a barriga. Eu tirei o bebê de dentro, peguei no meu colo e cortei o cordão umbilical, enrolei em um pano e levei para casa do meu avô. De manhã que eu peguei a lancha pra Itapiranga”, afirmou.

Os suspeitos foram presos quando tentavam fugir em uma lancha para o município de Itapiranga, 227 km de Manaus. Eles desembarcavam na cidade com o recém-nascido do sexo masculino nos braços quando foram abordados, na manhã de quinta-feira (19).
Alex também disse que estava arrependido. "Nunca tinha feito nada antes, não tenho nenhum crime. Era minha colega [a vítima]. Tô arrependido", disse Alex.


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