Movimento 'Vem Pra Rua' e militantes do PT organizaram atos. Atos ocorrem a menos de um dia do julgamento do ex-presidente, condenado no processo do tríplex.
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A menos de um dia do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Porto Alegre, movimentos a favor e contra o petista se reuniram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para uma vigília no início da noite desta terça-feira (23).
O grupo "Vem Pra Rua" e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) organizaram os atos, que começaram por volta das 18h. Os dois movimentos chegaram a ficar a 5 metros de distância um do outro. Em todo o país, foram convocados protestos para esta terça.
Por volta das 20h, houve uma confusão entre os movimentos. Militares da PM conseguiram separar os manifestantes e criaram uma barreira de policiais entre os dois grupos. Até as 20h30, a PM calculava a presença de 500 pessoas fazendo oposição a Lula, e 400 a favor do ex-presidente.
Até o mesmo horário, não havia bloqueio de vias ou impacto no trânsito em redor da Praça dos Três Poderes. Organizadores dos dois protestos não tinham informado estimativas de público até a publicação desta reportagem.
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Disputa de espaço
Ao G1, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que autorizou o grupo pró-Lula a usar a área em frente ao STF. Em maio do ano passado, no entanto, o governo do DF havia proibido atos na Praça dos Três Poderes – espaço aberto na Esplanada dos Ministérios entre o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a pasta, a vigília foi autorizada porque os organizadores disseram não prever carreatas, caravanas de outros estados e um grande número de participantes. Por esse motivo, também não foi necessário interditar vias na Esplanada dos Ministérios.
A Secretaria de Segurança apontou ainda que não foi notificada pelo movimento “Vem pra Rua” sobre a manifestação.
Julgamento
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex em Guarujá (SP). Ele terá seu recurso julgado na quarta-feira (24) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância das ações da Operação Lava Jato.
A condenação de Lula por um crime comum foi a primeira imposta a um ex-presidente no Brasil. Tanto o petista quanto o Ministério Público Federal (MPF) recorreram da decisão: a defesa pede a absolvição do político, e o MPF solicita o aumento da pena.
O ex-presidente foi denunciado na 13ª Vara Federal de Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido da empreiteira OAS um triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a denúncia, o imóvel e sua reforma seriam propina da OAS a Lula por favorecimentos à empreiteira em contratos com a Petrobras.
Os advogados do petista alegam que Moro agiu "de forma parcial" no julgamento e defendem que não há provas contra o ex-presidente. A defesa diz, ainda, que "a OAS sempre foi e continua sendo a proprietária do triplex".

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