Segundo o Ministério Público Federal, eles recebiam os recursos para atuar em favor de envolvidos no esquema.
Os desembargadores Geraldo Domingos Coelho e Paulo Cézar Dias do Tribunal de Justiça de Minas Gerais são suspeitos de receber propina para influenciar na solução e no andamento de processos judiciais. Eles são investigados na operação Cosme do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) que cumprem, na manhã desta quarta-feira (18), 10 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a PF, são sete investigados que para conseguir os privilégios ofereciam retribuições financeiras e outras vantagens indevidas. Serão cumpridos seis mandados em Belo Horizonte, um na cidade de Ipanema, um em Engenheiro Caldas e dois no estado de São Paulo.
Além dos desembargadores, entre os alvos, está o advogado Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho, que morreu em fevereiro deste ano. Ainda foi permitida a quebra de sigilo fiscal e bancários de vários investigados.
O tentamos contato com os desembargadores Geraldo Domingos Coelho e Paulo Cézar Dias, mas até a última atualização desta reportagem não havia retorno.
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Fachada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais — Foto: Danilo Girundi/TV Globo
A operação é um desdobramento da Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2018 que apurou a doação irregular de dinheiro para políticos e partidos, além de um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.
A propina era paga por um grupo de empresários que se beneficiava de normativos editados pela pasta e que facilitava e viabilizava seus negócios comerciais, dando vantagens frente a outros concorrentes.


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