quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Justiça mira em Mazé, prefeita eleita de Martins, por possível compra de votos


“Mazé” foi eleita pela terceira vez para a Prefeitura da cidade de Martins / Foto | Reprodução/Instagram

A prefeita eleita da cidade de Martins, Maria José de Oliveira Gurgel Costa, conhecida como Mazé, assumirá a prefeitura com o peso de já ter que encarar na justiça, a acusação de abuso de poder econômico durante o pleito eleitoral deste ano de 2020, onde ela conquistou o seu terceiro mandato para o cargo de chefe do executivo martinense. 

Vencedora nas eleições de 2004 e 2008, Mazé já é figura conhecida na cidade e nos tribunais potiguares. Em seu primeiro mandato, ela gozou dos poderes executivos por pouco menos de três meses, visto que naquela oportunidade a Justiça Eleitoral a condenou a perda do mandato por cometer os crimes de abuso de poder econômico e captação ilegal de sufrágio (voto). Dependendo do andar do processo, o futuro mandato também pode ser encerrado prematuramente.

Contra ela, corre na Justiça, uma Ação de Investigação de Judicial Eleitoral que aponta o cometimento de crimes de abuso de poder econômico e captação ilegal de sufrágio (os mesmos de 2004) enquanto ela estava na condição de candidata a prefeita da cidade de Martins. A ação foi proposta pela coligação “MARTINS PARA SEUS FILHOS” encabeçada pelo candidato Francisco das Chagas Martins Sobrinho, o Chicão, do partido Republicanos. 

Na petição inicial são apresentados fatos e provas que podem colocar em apuros o futuro da administração em Martins, um dos mais importantes destino turístico do Rio Grande do Norte, já que uma vasta lista de acontecimentos é narrada apontando diversas vezes o cometimento do crime eleitoral conhecido como compra de votos. 

Além dos fatos, a peça processual é bem embasada em um extenso rol de provas que vão desde prints de conversas em aplicativos de mensagens, alguns envolvendo a própria candidata e outro alguns interlocutores participantes da campanha de Mazé, até a gravação de vídeos de uma suspeita intensa movimentação de pessoas na casa da agora prefeita eleita. 

O processo foi protocolado na justiça eleitoral no último dia 14 de dezembro, sob o número 0600238-88.2020.6.20.0038 e está em trâmites iniciais ainda. O Ministério Público participa do processo como fiscal da lei mas ainda não se manifestou, o que deve ocorrer muito em breve e é possível que o parecer ministerial seja endossando o pedido da coligação “Martins Para Seus Filhos”, que deseja a condenação de Mazé pelos crimes já apontados, o que resultaria na cassação do seu diploma ou mandato, se ela já tiver assumido a prefeitura. 

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