sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Centrão já mira comando de eventual Ministério do Esporte

 

Partidos já se articulam caso o presidente da República decida, de fato, recriar a pasta

Foto: Adriano Machado - 07.set.2020 / Reuters

Caciques do Centrão já se articulam, nos bastidores, para tentar indicar o futuro ministro do Esporte do governo Jair Bolsonaro, caso o presidente da República decida, de fato, recriar a pasta.

Em evento com esportistas nesta sexta-feira (29), Bolsonaro admitiu que pode recriar os ministérios do Esporte, da Cultura e da Pesca, caso seus candidatos vençam a eleição para as presidências da Câmara e do Senado.

"Se tiver um clima no Parlamento, pelo o que tudo indica as duas pessoas que nós temos simpatia devem se eleger, não vamos ter mais uma pauta travada, a gente pode levar muita coisa avante, quem sabe até ressurgir os ministérios, esses ministérios", afirmou Bolsonaro.

As três áreas hoje têm apenas status de secretaria especial. O Esporte está vinculado ao Ministério da Cidadania, que, como CNN noticiou na semana passada, também deve ser alvo da reforma ministerial.

Um dos principais partidos do Centrão interessados no comando do eventual Ministério do Esporte é o Progressistas, legenda que tem o deputado Arthur Lira (AL) como candidato a presidente da Câmara.

Para o cargo, a sigla quer indicar a deputada federal Celina Leão (PP-DF). A parlamentar foi secretária de Esporte e Lazer do governo do Distrito Federal até o dia 11 de dezembro, quando retomou o mandato na Câmara.

Já os eventuais ministérios da Pesca e da Cultura o Centrão avalia ser mais difícil de conseguir, por acreditar que Bolsonaro deve dar o comando das pastas aos atuais secretários Seif Júnior e Mário Frias, respectivamente.

Responsável por comandar o Bolsa Família, o Ministério da Cidadania, por sua vez, deve ir para o Republicanos, sigla que desistiu de candidatura própria à presidência da Câmara para apoiar Lira, nome favorito do Planalto.

A pasta é comandada atualmente pelo ministro Onyx Lorenzoni. Nesse cenário, segundo fontes do Planalto, Onyx seria transferido para a Secretaria-Geral da Presidência, que tem status de ministério.

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