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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Correios e o Banco do Brasil chegaram a um entendimento e serviços de Bancos Postais continuarão no interior do RN





deputado Hermano Morais (PMDB) - Crédito
da Foto: João Gilberto

Os Correios e o Banco do Brasil chegaram a um entendimento para a continuidade dos serviços do Banco Postal. O assunto foi comemorado pelo deputado Hermano Morais (PMDB), durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (5). O parlamentar destaca que as unidades têm prestado importantes serviços à população nos municípios.

Os Bancos Postais são instrumentos de desenvolvimento para os municípios  e a possibilidade de fechamento causaria transtornos à população e repercussão negativa na economia local”, disse Hermano.

Os Correios chegaram a anunciar que os serviços prestados pelo Banco Postal seriam encerrados por causa dos altos custos de manutenção e segurança. Um acordo a ser formalizado entre os Correios e o Banco do Brasil permitirá encontrar solução para manter, até 31 de janeiro, o funcionamento de todos os pontos de atendimento do Banco Postal, que seriam encerrados no próximo dia 11. Nos próximos quatro meses, as duas instituições irão negociar alternativas para viabilizar a permanência da parceria.

O deputado Souza (PHS) também comemorou a ação. “Estou feliz com esse entendimento entre Correios e Banco do Brasil, que vai assumir a vigilância armada e a expectativa é que até novembro sejam reabertas as agências desativadas”.
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sábado, 30 de setembro de 2017

Correios vão encerrar Banco Postal em 1,8 mil agências; Bahia é o estado mais afetado



Foto: Divulgação

Os Correios decidiram encerrar os serviço prestados pelo Banco Postal a partir de 11 de outubro em 1.827 agências. Ao todo, 12 estados serão afetados pela medida, sendo a Bahia o mais prejudicado. As atividades serão encerradas em 440 agências localizadas no território baiano. "É importante ressaltar que as agências não serão fechadas, apenas o serviço de correspondente bancário será descontinuado. Os demais serviços dos Correios continuarão a ser prestados normalmente", destacou a estatal em nota. Os outros estados que mais vão sentir o impacto da medida são o Paraná, com 412 agências sem o serviço, Goiás (259), Ceará (205), Rio Grande do Norte (183) e Piauí (178). De acordo com o G1, os Correios justificaram a decisão alegando os altos custos de manutenção e segurança "os tornam inviáveis".
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Em meio a greve, Correios faz novo mutirão para colocar entregas em dia

Em greve, funcionários dos Correios protestam em Araraquara (Foto: Reprodução/EPTV)

Serviço vai funcionar no sábado (30) e domingo (31); funcionários da empresa estão em greve, mas justiça determinou a manutenção de 80% das atividades da estatal.

Os Correios anunciaram que farão mutirões neste sábado (30) e domingo (31) para colocar em dia a entrega de cargas postais. Os funcionários da estatal estão em greve desde a semana passada.
Em nota, a empresa informou que 84,42% dos empregados em todo o país (91.651 pessoas) estão trabalhando normalmente.

Segundo os Correios, a rede de atendimento está aberta em todo o país e todos os serviços continuam disponíveis, , inclusive o Sedex e o Pac. Apenas os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária) estão suspensos.
Decisão judicial

Na véspera, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarou abusiva a greve realizada por funcionários dos Correios desde a semana passada. A decisão derrubou a liminar concedida na segunda-feira (25) que determinou a manutenção de 80% das atividades nas unidades da empresa. Segundo os Correios, os "empregados que aderiram à paralisação devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente".

O motivo apontado por Pereira para declarar a paralisação abusiva é que ela foi iniciada enquanto ainda estava em andamento um processo de negociação coletiva. Ele diz ainda que, com o movimento declarado abusivo, na prática, os trabalhadores que seguirem parados "não estão em greve", e sim "ausentes do trabalho".

Greve entra no 10º dia

A greve dos correios entrou em seu 10º dia nesta sexta-feira (29). O movimento tem a adesão de trabalhadores de todos os 26 estados e do Distrito Federal.
De acordo com entidades que representam os funcionários, a paralisação é parcial, com redução de funcionários nas agências, e afeta principalmente a área de distribuição. As agências franqueadas não estão participando da greve - são cerca de 1 mil no país. Já as agências próprias totalizam mais de 6.500 pelo país.

Trabalhadores dos Correios participam de ato sobre greve dos Correios em Campinas (Foto: Sintect/Cas/Divulgação)
Em greve, funcionários dos Correios protestam em Araraquara (Foto: Reprodução/EPTV)

Entre os motivos da greve, segundo a Fentect, estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas. Também está em negociação o reajuste salarial para a categoria.

Quatro dos cinco sindicatos filiados da Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), outra entidade que representa os trabalhadores, também estão em greve: São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Tocantins.

A Findect não aceitou o reajuste de 3% proposto pelos Correios somente a partir de janeiro. A federação e seus sindicatos insistem no reajuste retroativo à data-base da categoria, que é 1º de agosto.

Crise nos Correios

Os Correios enfrentam uma severa crise econômica e medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal estão em pauta. Nos últimos dois anos, os Correios apresentaram prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões.

Neste mês, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que existe a possibilidade de privatizar os Correios, mas afirmou que ainda “não há uma decisão tomada”, já que “isso é uma coisa que tem que ser tratada com muito cuidado”. Em março, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, já havia afirmado que, se a empresa não promovesse o "equilíbrio rapidamente", "caminharia para um processo de privatização".

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. Além disso, a estatal não realiza concurso público desde 2011.

Os Correios anunciaram em março o fechamento de 250 agências, apenas em municípios com mais de 50 mil habitantes, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos.

Em abril, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que a demissão de servidores concursados vinha sendo estudada. Segundo ele, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento.

A estatal alega ainda que o custeio do plano de saúde dos funcionários é responsável pela maior parte do déficit da empresa registrado nos últimos anos. Hoje a estatal arca com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários, com 7%. Os Correios tentam negociar com os sindicatos um corte de até dois terços das despesas de custeio.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Governo quer privatizar Correios, diz ministro




Os Correios entraram para a lista de estatais que o governo pretende privatizar, um caminho já anunciado para a Eletrobras, a Casa da Moeda e a Infraero. A confirmação veio de Nova York.

O ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, declarou que a venda dos Correios está em estudo, mas que precisa ser feita “com muito cuidado”.

Moreira Franco, que integra a comitiva do presidente Michel Temer aos Estados Unidos, disse que a tendência é que os Correios passem a atuar mais diretamente no setor de logística, em vez de se concentrar no monopólio postal.

“É o mesmo caso da Casa da Moeda, que produzia mais de 3 milhões de cédulas por ano e agora está [produzindo] 1 milhão e pouco. As pessoas não usam mais moeda”, destacou.

“A situação financeira dos Correios, pelas informações que o [Ministério do] Planejamento tem e nos passado, é muito difícil. Até porque, do ponto de vista tecnológico, há quanto tempo você não manda telegrama? As pessoas perderam o hábito do uso da carta.”

A informação irritou a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares), que desde terça-feira (19) lidera uma greve dos funcionários da estatal, por um reajuste salarial de 8% e correção inflacionária.

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“Somos contrários à privatização. A verdade é que não existe vontade política do governo federal de melhorar a empresa, o que querem é entregar os Correios a preço de banana”, disse José Rivaldo da Silva, secretário-geral da Fentect.

A estatal é presidida por Guilherme Campos, ex-deputado federal por São Paulo e vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, comandado por Gilberto Kassab. Ambos são do PSD.

Déficit

No fim de agosto, Kassab e Campos se reuniram no Palácio do Planalto com Temer e os ministros Moreira Franco, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Dyogo Oliveira (Planejamento). Eles discutiram a situação financeira da empresa e falaram sobre o Postalis (fundo de pensão da companhia) e o Postal Saúde (plano voltado aos empregados e dependentes) – uma das maiores causas de déficit anual de cerca de R$ 800 milhões, segundo um integrante da cúpula do ministério.

A privatização é tida por integrantes do governo como uma “tendência” pela mudança de perfil da empresa no mercado e a dificuldade de zerar o déficit, mas não existe uma modelagem pronta.

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“A privatização é uma hipótese forte com esse buraco que está. Privatizar ou não vai ser uma decisão de governo. Estamos fazendo um esforço para recuperar a empresa. O rombo, quando a gente assumiu, era de cerca de R$ 2 bilhões por ano. A situação está melhorando. Estava morrendo na UTI, agora continua na UTI, mas não está morrendo”, disse Kassab.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse ao Estado que soube pela imprensa das declarações de Moreira Franco e que não desenvolve nenhum estudo para privatização, por orientação do Planalto.

“A missão que me foi dada pelo ministro Kassab é a de recuperação da empresa e não existe um encaminhamento para privatização. Agora, se nada der certo com todos os esforços para sanear a empresa, o governo pode e tem todo o direito de mudar essa orientação.”

R7, com Estadão

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