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sábado, 30 de setembro de 2017

Políticos mostram fragilidade se investigações atingem família


O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), coleciona mais de uma dezena de inquéritos no Supremo Tribunal Federal e já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República em alguns deles. Diante das acusações em série desferidas pela PGR, chegou a caçoar do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, atribuindo-lhe fetiche por seu denso bigode.

Caju —apelido do senador na galhofeira planilha de propinas da Odebrecht— figurará nos registros históricos com o episódio do pacto para “estancar a sangria”. O diálogo gravado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado custou a Jucá o comando de um ministério.

Nesta semana, os alvos de uma operação da Polícia Federal foram os filhos e as ex-enteadas do senador por suspeitas de desvio de R$ 32 milhões em empreendimento do Minha Casa, Minha Vida. Todo o traquejo do experiente político não impediu que acusasse a pancada. “Ninguém vai me intimidar…A partir daí, deduzam”, reagiu o senador pouco depois da operação.

Em seguida, divulgou nota afirmando que nem ele nem qualquer pessoa de sua família temem investigação. “Como pai de família carrego uma justa indignação com os métodos e a falta de razoabilidade.”

O anedotário político de Brasília dá conta de raros momentos de demonstração de fraqueza do empedernido ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) —preso desde outubro passado. Um deles foi quando percebeu que as investigações da Lava Jato poderiam complicar a vida de sua mulher e de uma de suas filhas. Ali, Cunha cogitou, pela primeira vez, aderir a um acordo de delação premiada.

Nos bastidores da capital, narra-se que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, encarcerado no complexo da Papuda, chora ao ouvir que seus filhos perguntam quando ele voltará para casa. O peemedebista baiano, amigo do presidente Michel Temer, é outro prestes a fraquejar.



Folhapress
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Para salvar Temer, Centrão quer receber cargos e verbas adiantadas

Michel Temer

Fiel da balança para salvar o presidente Michel Temer de sua segunda denúncia, deputados do centrão vão intensificar, a partir da semana que vem, a cobrança por cargos e liberação de emendas. E, diferentemente da primeira acusação, vão cobrar agora o valor à vista, e antes mesmo da nova votação.

Integrantes do PP, PR e Solidariedade que, em conversas informais, queixaram-se de não terem recebido o prometido após liberarem Temer de sua primeira denúncia.

Todos disseram que Temer prometeu cargos no segundo e terceiro escalão do governo, além da liberação de emendas, mas boa parte dos indicados ainda não foram nomeados e o dinheiro para as bases está aquém do esperado.

Um importante líder do centrão explicou o caso da seguinte maneira: “na primeira denúncia nos deram um cheque pré-datado que ainda não foi compensado, queremos agora o pagamento à vista”.

Segundo estes deputados, a cobiça ao primeiro escalão do governo, com o pedido de substituição do ministro Antonio Imbassahy, do PSDB, por alguém do centrão, é mais um jogo de pressão do que realmente um pedido específico.

A avaliação de parte da base de Temer é que Imbassahy se tornou um “amigo e confidente” do presidente, por isso, o pedido de seu cargo está mais ligado à estratégia de obter os cargos no segundo e terceiro escalão, bem como à liberação de emendas, do que com a real intenção de obter o ministério.

Temer já foi avisado sobre os interesses, e sabe que até mesmo metade da bancada do seu PMDB está trabalhando da mesma forma que o centrão.
A informação do Palácio, até agora, é de que será preciso manter Imbassahy no governo para assegurar parte do PSDB na votação contra a denúncia e reorganizar os cargos de segundo e terceiro escalão para manter o apoio do centrão.

Além disso, vão tentar mostrar para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, que o suposto ‘roubo’ de deputados que querem deixar o PSB na verdade não está ligado à pressão do Planalto, mas à vontade dos próprios parlamentares em suas contas eleitorais para a eleição.

Apesar disso, o Planalto deverá trabalhar para que os integrantes do PSB migrem para o DEM, agrando Maia e operando, especialmente, na liberação de emendas aos aliados.

Quanto aos cargos, o Palácio fará sua matemática nos próximos dias para tentar definir como alocar os novos indicados sem exonerar figuras de aliados já antigos.

Nem mesmo a cúpula do governo sabe, hoje, como isso será possível.

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domingo, 24 de setembro de 2017

Às vésperas do início da tramitação de nova denúncia na Câmara, Temer recebe aliados no Jaburu

O presidente Michel Temer recebe neste domingo (24) ministros e aliados no Palácio do Jaburu. A assessoria da Presidência não informou a pauta do encontro, mas um dos temas deve ser a estratégia para enfrentar na Câmara dos Deputados a segunda denúncia contra o presidente apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) já chegaram ao Jaburu. Os dois foram denunciados pela PGR junto com Temer. Também são aguardados parlamentares no encontro na residência oficial. O grupo vai aproveitar a oportunidade para felicitar pessoalmente Temer pelos 77 anos, completados no sábado (23).

O presidente comemorou o aniversário em família em dois atos, um em São Paulo e outro em Brasília. Na capital paulista, esteve com filhas e netos. Ele retornou a Brasília à tarde e passou o restante do dia com a primeira-dama, Marcela, e o filho caçula, Michelzinho. Parlamentares e amigos telefonaram o longo do dia para dar os parabéns.

Temer também deve aproveitar a reunião deste domingo para discutir a pauta da semana no Congresso.

*G1
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

VAI COMEÇAR TUDO DE NOVO: Câmara recebe segunda denúncia contra Michel Temer

O diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Toledo, entrega a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer para Wagner Padilha, diretor-geral da mesa da Câmara dos Deputados  (Foto: Jorge William / Agência O Globo   )
O Globo

A segunda denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer foi protocolada na noite desta quinta-feira na Secretaria Geral da Mesa da Câmara. O documento foi entregue pelo diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Toledo. O documento foi recebido pelo secretario-geral da Mesa, Wagner Padilha.

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A Câmara precisará decidir também o futuro de dois ministros que foram alvo da mesma denúncia: Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência da República.

A Constituição Federal afirma, no artigo 51, afirma que a Câmara deve “autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o presidente e do vice-presidente da República e ministros de Estado”. Embora a regra seja clara, a Câmara ainda não definiu qual procedimento será tomado.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

AGORA O BODE CAI; Maioria do STF vota para enviar segunda denúncia contra Temer à Câmara



BRASÍLIA — A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já votou, na tarde desta quarta-feira, 20, para autorizar o envio da denúncia contra o presidente Michel Temer para a Câmara dos Deputados. O relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin, negou o pedido da defesa do presidente e votou pelo envio da peça acusatória à Câmara. Os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux acompanharam o voto do relator. Dias Toffoli, o sexto a votar, acompanhou parcialmente, mas também optou por enviar a denúncia para apreciação dos deputados.

Temer foi denunciado na última quinta-feira pelos crimes de obstrução de Justiça e participação em organização criminosa. A defesa do presidente pediu para que a denúncia fique paralisada até que se encerrem as investigações sobre o novo áudio da JBS, em que os delatores põem em xeque a lisura de suas delações premiadas.
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