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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Violência segue em ascendência no RN; número de homicídios passa dos 1.801

Praia de Ponta Negra, cartão-postal de Natal, virou 'cemitério' durante um protesto realizado contra a violência no estado (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Os índices de violência no Rio Grande do Norte seguem em ascendência. Na noite desta quinta-feira (21), o estado chegou a 1.801 homicídios registrados em 2017, o que dá uma média de 6,8 mortos por dia. Segundo o Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO) – instituto que contabiliza e analisa os crimes contra a vida no estado – o número de assassinatos é 27,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

O que está acontecendo? Quem dá a resposta é o Fórum de Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Foseg), entidade que reúne instituições de segurança pública do estado. “O problema se deve a um conjunto de fatores, que vão desde a falta de investimentos elementares em educação, saúde e segurança pública. Este tripé é obrigação do Estado. Todavia, dois fortes aliados a esse conjunto de fatores são a péssima produtividade da chamada persecução criminal no Brasil e a má atuação do policiamento ostensivo”, afirma José Antônio Aquino, um dos representantes do Foseg e presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do RN.

Ainda de acordo com Aquino, “a ineficiência das polícias, a lentidão do Poder Judiciário e também do Ministério Público têm provocado uma imensa impunidade, e todos sabemos que uma sociedade que não pune seus criminosos tende a ver, a cada dia, o aumento desenfreado da ação dos marginais, ao mesmo tempo em que a população fica refém do crime, seja organizado ou não”.

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A Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) não comentou as estatísticas
apresentadas pelo OBVIO.

Cidades mais violentas

Ainda de acordo com os dados do observatório, Natal é a cidade mais violenta do estado. De janeiro até o dia 21 deste mês, 470 pessoas foram mortas na capital potiguar. Em segundo vem Mossoró, com 168 homicídios. Depois vem Ceará-Mirim (123), Parnamirim (113), São Gonçalo do Amarante (87), Macaíba (75) e Extremoz (47).

Soluções

Para o presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte, Dalchem Viana, que também é representantes do Foseg, o governo estadual precisa colocar em prática o modelo de polícia aproximada da população, o que não acontece no Ronda Cidadã, que é uma cópia do projeto Ronda Quarteirão, que existe no Ceará. “No nosso caso, foi mal feito e mal executado. Porque, na prática, o policiamento continua idêntico ao que já era feito. Ou seja, o que existe hoje é muito nome e pouca ação”, critica.

Ainda de acordo com Dalchen, o modelo de polícia de aproximação exige aproximação de quem tá na linha de frente com a população. “Para isso, são necessários canais de comunicação, interação maior com a sociedade, viaturas em bairros fixos e com os policiais fixados nos bairros. Além disso, o Estado tem que dar solução à questão do pouco efetivo e priorizar o efetivo operacional.

Fora isso, a Polícia Civil precisa investigar mais. O índice de elucidação de crimes chega a 5% no RN. É irrisório. Livrado o flagrante, o criminoso tem 95% de chances de não ser penalizado. E isso só fomenta a reincidência e a insegurança”.

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Dalchen defende ainda que "a integração entre as forças de segurança deve se dar de fato, e não apenas em pequenas operações. Fora isso, temos que ter gestores de segurança com perfil operacional, com perfil de rua. Para que isso aconteça, é extremamente importante que seja aprovada a carreia única, o ingresso único nas instituições. É chegada a hora de se acabar com concursos para chefes. Nós temos que ter inteligência policial, e as inteligências policiais têm que se integrar. O governo pode criar uma política para integrar todas as câmeras de segurança do estado, do município, incluindo também as câmeras de monitoramento das empresas privadas também”, sugeriu.

O Fórum

O Fórum de Segurança Pública do Rio Grande do Norte foi criado em 2015 com a missão de promover debates, traçar estratégias, ações e propostas para o aparelhamento e desenvolvimento do setor. É composto pelo Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do RN (Sinpef-RN), Associação dos Bombeiros Militares do RN (ABM-RN), Associação dos Cabos e Soldados da PM do RN (ACS-PMRN), Associação dos Guardas de Trânsito do RN (AGT), Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBM-RN), Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN (Sindasp-RN), Sindicato dos Guardas Municipais do RN (Sindguardas-RN), Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol-RN) e Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do RN (Sinprf-RN).


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sábado, 16 de setembro de 2017

PM prende 5 pessoas e apreende mais de 30 quilos de maconha na Grande Natal

Ação partiu de informação recebida pelo telefone de denúncias do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Prisões foram efetuadas em Extremoz.

Maconha estava separada em 39 tabletes na Grande Natal (Foto: Divulgação/PM)

Cinco pessoas foram presas e mais de 30 quilos de maconha apreendidos na tarde desta sexta-feira (15) em Extremoz, na Grande Natal. As prisões aconteceram após informação recebida pelo telefone de denúncias do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A droga estava dividida em 49 tabletes. O número 127 do GAECO recebeu o alerta de que um automóvel modelo Gol, de cor branca, estaria saindo de Natal para realizar entrega dos entorpecentes na cidade de Extremoz.

O pelotão de Polícia Militar do município foi acionado e efetuou a prisão do motorista com cerca de quatro quilos da maconha. Após a prisão, o acusado levou os policiais a um outro local onde guardava mais de 30 quilos de drogas; e onde foram realizadas as demais prisões.

Desde a implementação do disque denúncia do Gaeco a atuação na repressão ao crime se intensificou. Além do número 127, o cidadão que quiser fazer qualquer denúncia pode fazer até mesmo pelo Whatsapp, através do telefone (84) 98863-4585; ou pleo email disque.denuncia@mprn.mp.br.
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